De gorjeta a regras do dia a dia, hábitos locais podem impactar a viagem; advogada de imigração explica os principais cuidados
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho, os Estados Unidos voltam ao radar dos brasileiros, em um momento de alta demanda. Só em março, mais de 153 mil brasileiros viajaram para o país, segundo dados do Escritório Nacional de Viagens e Turismo dos EUA (NTTO).
O movimento não se explica apenas pelo calendário esportivo. Destinos tradicionais seguem apostando em novidades para atrair visitantes, é o caso da The Walt Disney Company, que anunciou novas atrações em Orlando e reforça o apelo para quem planeja a primeira viagem.
Com mais gente viajando, cresce também a atenção na entrada no país, onde os processos seguem criteriosos, mas os cuidados não terminam na imigração. “O processo de entrada já é rigoroso e exige atenção, porque qualquer inconsistência pode gerar questionamentos”, explica a advogada de imigração Larissa Salvador, CEO da Salvador Law, com escritório nos Estados Unidos.
“Mas os cuidados não acabam na chegada. Durante a estadia, é preciso atenção às regras locais, documentação, prazo de permanência e ao próprio comportamento no país. São detalhes que fazem a diferença para evitar problemas”, completa.
Segundo a especialista, muitos brasileiros relaxam após a liberação, e é justamente nesse momento que começam erros comuns durante a estadia, seja por desconhecimento de regras locais ou por descuido com exigências básicas.
Veja as principais orientações para evitar problemas durante a estadia nos Estados Unidos:
Respeito às regras locais vai além do óbvio: Leis nos Estados Unidos costumam ser aplicadas com rigor, inclusive em situações cotidianas. O consumo de álcool, por exemplo, é permitido apenas para maiores de 21 anos e, em muitos estados, beber em locais públicos é proibido. Regras de trânsito também são levadas à risca, atravessar fora da faixa ou desrespeitar a sinalização pode gerar multa. “O turista precisa entender que o comportamento esperado lá é diferente do Brasil, e isso inclui desde postura em espaços públicos até o cumprimento de normas locais”, explica a advogada de imigração.
Documentos e registro de entrada merecem atenção: Embora não seja necessário portar o passaporte o tempo todo, é recomendável ter uma cópia (física ou digital) e manter os documentos originais em local seguro. Outro ponto importante é o registro de entrada (I-94), que define o prazo de permanência autorizado. Ele pode ser consultado online e deve ser conferido para evitar erros.
Prazo de permanência não é sugestão: O período autorizado pelo oficial de imigração deve ser respeitado integralmente. Permanecer além do permitido, mesmo que por poucos dias, pode gerar complicações em viagens futuras e até restrições de entrada no país. “Muita gente confunde o prazo do visto com o tempo que pode permanecer nos Estados Unidos, e isso pode trazer consequências”, alerta.
Consumo, taxas e cobrança final: Nos Estados Unidos, os preços exibidos em lojas e restaurantes geralmente não incluem impostos locais (sales tax), que são adicionados no momento do pagamento e variam de estado para estado. Além disso, serviços como restaurantes e delivery podem incluir taxas extras.
Gorjeta faz parte da cultura: A gorjeta está incorporada à cultura de consumo e à remuneração de muitos profissionais. “Garçons, motoristas e outros prestadores dependem diretamente desse valor como parte da renda”, explica. O padrão costuma variar entre 15% e 20% do valor da conta, e não considerar esse hábito pode gerar desconforto e impactar o orçamento
“Entre alta demanda, regras rigorosas e diferenças culturais, viajar para os Estados Unidos segue sendo uma experiência desejada, mas que exige atenção em todas as etapas. Do planejamento à estadia, entender o funcionamento local faz diferença para evitar imprevistos e aproveitar a viagem com mais tranquilidade”, resume Larissa Salvador.
Sobre a Dra Larissa Salvador: Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com

Jornalista Responsável| Ludmila Baldoni
Coordenadora de Atendimento| Luana Farias
Fonte| Larissa Salvador, advogada de imigração e fundadora da Salvador Law | https://salvadorlawpa.com/



