
Agora, avanço é para etapa final de validação e integração de sistemas;
monotrilho ligará Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, com capacidade
para transportar cerca de 100 mil passageiros por dia
A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo atingiu um marco
decisivo para sua inauguração. Em cerimônia realizada em Guang’An, na
China, a BYD entregou a 14ª e última composição do SkyRail destinada à
frota
paulistana, que marca a implementação do primeiro sistema de monotrilho da
fabricante fora da sua matriz. O evento reuniu autoridades e lideranças
envolvidas no empreendimento, com a participação virtual do governador do
Estado, Tarcísio de Freitas,
e as presenças de Julio Castiglioni e Roberto Torres, presidente e diretor de
Engenharia do Metrô de São Paulo, além de Alexandre Barbosa, diretor Técnico
da BYD SkyRail no Brasil, entre outros executivos da fabricante.
Em Guang’An (China), comitiva celebra a entrega da última composição da
Linha 17-Ouro. Da esquerda para a direita: executivo da BYD, Julio Castiglioni
(Metrô de São Paulo), Alexandre Barbosa (BYD SkyRail) e Roberto Torres (Metrô
de São
Paulo).
Com a frota completa, a BYD e o Metrô de São Paulo avançam, nas próximas
semanas, nos testes intensivos finais: simulações de velocidade, segurança e
comunicação entre trens. A operação inicial, com transporte de passageiros,
terá início em
março, em linha com o cronograma estabelecido entre as partes. O novo sistema,
que ligará o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, tem
capacidade estimada para transportar até 100 mil passageiros por dia.
Inovação e eficiência energética
Desenvolvido com a tecnologia exclusiva SkyRail, o monotrilho da Linha 17-Ouro
é um sistema do tipo straddle que utiliza automação integral (sistema UTO/sem
condutor) e tecnologia CBTC. Um dos grandes diferenciais é o funcionamento
movido por
baterias, o que dispensa a alimentação elétrica contínua por terceiro
trilho, reduzindo significativamente o ruído urbano e os custos operacionais. O
sistema também evita as paralisações de composições em via, mesmo em casos
de falta de energia
na rede externa.
Cada composição é formada por cinco vagões, com capacidade total para 616
passageiros por viagem. Os trens são equipados com ar-condicionado,
acessibilidade plena e janelas panorâmicas que oferecem uma nova perspectiva
estética e funcional para a
zona sul da capital.
“Concluir a entrega da 14ª unidade representa a maturidade de um projeto que
nasceu visionário e hoje se materializa como referência. Estamos falando de
tecnologia proprietária, operação 100% elétrica, baixo ruído, alta
eficiência e um padrão
internacional de qualidade implantado em São Paulo”, destaca Alexandre
Barbosa, diretor técnico da BYD SkyRail no Brasil. “Mais do que trens,
entregamos infraestrutura, conhecimento e capacidade industrial. Estamos prontos
e confiantes para a
operação em março, deixando um legado concreto de inovação e posicionando o
Brasil na linha de frente da eletromobilidade global”, conclui.
Próximos passos
Atualmente, as composições já entregues têm passado por uma sequência
intensiva de testes integrados, que incluem simulações de controle de
velocidade, protocolos de segurança e comunicação entre trens. Esta etapa é
fundamental para a
homologação final e garante que o sistema passe a operar dentro do prazo
estabelecido como meta. Isso garantirá o acesso da população de São Paulo a
um novo paradigma de mobilidade via trilhos, com emissão zero de poluentes,
conforto e intervalos
reduzidos entre as viagens.
SOBRE A BYD
A BYD é líder global na produção de veículos elétricos e híbridos
plug-in. Com mais de 10 anos de atuação no Brasil, mantém fábricas de
módulos fotovoltaicos e chassis de ônibus elétricos em Campinas (SP),
baterias em Manaus (AM) e
veículos de passeio eletrificados em Camaçari (BA). A empresa também atua em
sistemas de armazenamento de energia e em soluções de transporte sobre
trilhos, sendo responsável pelo desenvolvimento do monotrilho da Linha
17–Ouro do Metrô, em São
Paulo. Em 2025, alcançou a marca de 100 mil veículos 100% elétricos vendidos
no Brasil e segue firme em sua missão de ajudar a reduzir a temperatura da
Terra em 1 °C.

Manoela Simões



